Solitário
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# O Flâneur Solitário
Pelas ruas da cidade, sem destino eu vou,
Cada esquina uma surpresa, cada face um mistério,
No burburinho da multidão, sozinho estou,
Observador silencioso de um vasto império.
Vitrines espelham sonhos, calçadas contam histórias,
Prédios sussurram segredos de eras passadas,
Nas praças, o tempo pausa, suspenso em memórias,
E eu, flâneur, coleciono visões nunca narradas.
O ritmo dos meus passos, uma cadência urbana,
Sincronia perfeita com o pulsar da metrópole,
Cada instante efêmero, uma epifania humana,
Neste vagar sem rumo, sou rei e sou súdito.
Entre o concreto e o céu, encontro poesia,
Nas sombras projetadas, nas luzes que piscam,
A cidade é meu livro, escrito dia a dia,
E eu, sua página em branco, onde as palavras riscam.
Flâneur, eu sou o olhar que tudo absorve,
O coração que sente o que outros ignoram,
Nesta dança solitária que a todos envolve,
Descubro um sentimento único, que poucos exploram.
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